Mapas conceituais na aula de sociologia

      Logo que iniciei os estágios em sala de aula acompanhando as turmas de sociologia me deparei com a seguinte dificuldade e insatisfação em alguns dos alunos: ter que invariavelmente resolver provas e fazer atividades/trabalhos de sociologia produzindo “extensos” textos. Não julgo ter que realizar produções escritas ruim, pelo contrário, acredito ser uma prática que deve ser estimulada na escola por todas as disciplinas, porém assim como muitos alunos não gostam (ou não se dão bem) fazendo contas e preferem estudar a teoria em uma aula de matemática, em uma aula de sociologia outros tantos alunos não gostam de produzir textos para mostrarem seus conhecimentos.

     Acredito que essas diferenças são normais e devem ser contempladas nas avaliações que os professores dão assim como nas estratégias de ensino que utilizam, por vezes um texto é muito claro para alguns e muito confuso para outros. Pensando nisso, nós como professores devemos buscar alternativas de estudo/ensino de forma a não saturar apenas uma das formas. Nesse post sugiro a utilização de mapas conceituais (de uma forma simples) que agradam muito os alunos especialmente nos momentos de estudo para uma prova ou fixação de conteúdo.

   Nas aulas de sociologia é muito simples utilizar os mapas conceituais, pois pode-se transformar qualquer conceito/texto em um mapa conceitual e ainda atribuir exemplos, o que normalmente ao estudar uma área da sociologia encontra-se presente. Acreditando nisso, no período em que estive estagiando em uma turma de 1º ano do Ensino Médio, onde dividia as aulas com o professor titular da turma, em uma das aulas de revisão para a prova propus a construção de um mapa conceitual que envolvesse todos os conceitos que cairiam na prova. Por se tratar da primeira vez que eles ouviam falar em mapa conceitual (esse tipo de recurso para a aprendizagem não é utilizado nem pela sociologia nem por outras disciplinas habitualmente na escola) eu forneci as palavras chaves e eles deveriam então apenas relacioná-las como lhes parecesse mais adequado.

     Seguem dois exemplos dos resultados obtidos:

    Nota-se algumas diferenças em relações aos mapas, especialmente quando se trata dos exemplos, isso inclusive foi discutido com os alunos como uma crítica a essa divisão que o livro didático utilizado pela turma fazia das relações sociais, como se elas fossem tão simples que pudessem se encaixar perfeitamente nos modelos apresentados, chegamos então à noção da complexidade das relações sociais, porém sem sair dos conceitos que cairiam na prova.

    A aceitação dos alunos foi muito positiva, assim como o resultado nas provas, eles consideraram uma maneira rápida e eficaz de estudar e revisar conceitos já aprendidos, já que com o mapa conceitual facilmente você observa as relações existentes entre os conceitos.

   É evidente que um mapa conceitual exige um conhecimento prévio do aluno, porém ele também não é capaz de “enrolar” o professor caso não tenha os conceitos muito claros. É também visto que os conceitos apresentados e relacionados no exemplo poderiam ser discutidos, porém essa não é a proposta do post, uma vez que tais conceitos e associações estavam de acordo com a forma com que o professor titular da turma ministrou a disciplina, na qual eu não pude interferir.

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