Projetos de comunicação e tecnologia nos espaços educacionais: pensando a rádio escola


No dia 29 de setembro foi proposto, para as turmas da tarde e da noite, a reflexão e discussão sobre a possibilidade de implantação e desenvolvimento de projetos coletivos envolvendo tecnologias de comunicação no espaço escolar. Enfocou-se particularmente o conceito e a prática de Rádio Escola, que tem se desenvolvido de modo crescente no Brasil desde os anos 1990 – a partir do barateamento e simplificação dos equipamentos necessários e especialmente a partir do espaço político conquistado pelas emissoras livres e comunitárias nas últimas décadas bem como em decorrência de debates próprios ao campo da Educação.

Embora exista hoje uma multiplicidade de maneiras de definir e de entender este tipo de prática e projeto nas escolas – nas áreas acadêmicas da Educação, da Comunicação e da Educomunicação – trabalhou-se na aula a idéia de Rádio Escola enquanto projeto coletivo de Comunicação/Educação desenvolvido no espaço escolar a partir de um pequeno estúdio de rádio acompanhado de um sistema de recepção instalado no ambiente educativo (por transmissão ou caixas conectadas por fio) e que possa ser pensado como canal livre de comunicação, partir da gestão horizontal e compartilhada entre professores, estudantes e funcionários da escola. Uma rádio realmente aberta a expressão da subjetividade estudantil e docente e que conte com educadores capacitados a explorar de modo consistente os potenciais deste tipo de prática.

Considera-se importante que o professor de sociologia do ensino médio esteja atento e informado sobre esta discussão, tendo em vista a ampliação crescente de espaços de atuação na educação formal para além da sala de aula, por meio de projetos coletivos transversais e interdisciplinares.

Os vídeos abaixo foram apresentados proximamente ao final das aulas ensejando a reflexão e discussão sobre consonâncias e diferenças entre uma prática de rádio escola desenvolvida e aceita num contexto mais institucional e a possibilidade de rádio auto-gerida com relações horizontais de participação entre os programadores – como se estabelece frequentemente no caso das rádios livres situadas em Universidades.

Quais os limites e/ou desafios se colocam, na realidade da educação brasileira atual, para se pensar a possibilidade de rádio escolas, no contexto institucional da educação formal, que possam trabalhar com a linguagem radiofônica de uma perspectiva criativa, diferenciada e experimental? Que possam ser gerida efetivamente de modo horizontal por professores, estudantes e funcionários? Que possam catalizar mudanças importantes nas relações de poder comumente estabelecidas no espaço escolar – ancoradas em concepções mais tradicionais de educação – entre professores e estudantes? É possível pensar uma prática pedagógica com o rádio que priorize a inventividade e a expressão da subjetividade das crianças e adolescentes mesmo quando estas ações impliquem em conflitos de pontos de vista com professores e administradores da escola?
Estas foram algumas das questões discutidas.

Fica colocada a referência para que os colegas que não estiveram presente no dia 29/9 possam pesquisar e pensar sobre o tema. Seguem os vídeos citados.

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