Escravidão no Brasil do século XXI

Pretendo aqui oferecer alguns materiais que podem ajudar o professor a abordar este tema de suma importância. Em diversas ocasiões o professor pode tratar das condições de trabalho em que está submetida a população brasileira. Neste enfoque, é fundamental que seja enfatizado a calamidade da escravidão, que persiste, desde o período colonial – que teve início no século XVI – até os dias de hoje. O professor, com mais informação, aprofundando-se a partir de relatos, textos e dados, pode contribuir de modo muito produtivo para com a reflexão da turma sobre a realidade brasileira, subsidiando os seus alunos para que tomem consciência e se posicionem diante dos problemas existentes na sociedade.

Eis aqui um livro que trata diretamente do assunto. Trata-se de um relatório realizado pela Organização Internacional do Trabalho, a partir do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, lançado pelo governo federal em 2003. Em 2004, o Brasil assumiu perante a ONU a existência de 25 mil pessoas vivendo sob a condição de escravo. Este livro traz importantes e surpreendentes relatos sobre esta realidade. Fundamental para o professor. A primeira edição é de 2005:

TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL DO SÉCULO XXI – OIT

O relatório pode ser encontrado em

www.oit.org.br

www.ilo.org/declaration

caso não encontrem, posso enviar por e-mail: guramosferraz@gmail.com

Além do livro, alguns vídeos podem ser bem interessantes, tais quais:

BAGAÇO é um documentário de 2006 realizado pela Comissão Pastoral da Terra de Pernambuco e pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. O documentário trata diretamente do trabalho escravo no século XXI, realidade dos canaviais brasileiros. Um ótimo material, tanto para ser apresentado em sala, e/ou servir de apoio para o professor. Para assistir, acesse o link:

http://www.social.org.br/index.php?option=com_content&view=section&id=4&layout=blog&Itemid=9

Este vídeo pretende expor a realidade do MST, movimento criado oficialmente em 1984, que hoje conta com mais de 2 milhões de pessoas, dentre as quais mais de 350 mil famílias vivem assentadas nas terras conquistadas. O vídeo é muito bom no sentido de desmascarar os estereótipos midiáticos sobre as lutas e movimentos sociais, ao mesmo tempo em que demonstra a existência destas lutas justamente contra a desigualdade da concentração fundiária, do trabalho escravo, e da exploração do homem pelo homem. Vale a pena.

 

No mais, muitos materiais estão disponíveis na web e podem ser de grande valor tanto para incrementar quanto para possibilitar uma boa contribuição por parte do professor para com os seus alunos. É importante que nos dediquemos a temas tão relevantes. Boa aula.

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  1. Esse filme é de fato muito bom para tratar a questão da escravidão contemporânea.
    Estamos habituados pensar a escravidão somente como o trabalho forçado, que aquele cujo indivíduo não oferece sua mão de obra, mas mesmo assim ela é exigida; entretanto a ONO considera também escravidão o trabalho degradante, que está relacionado à falta completa de condições básicas, como um salário que atenda às suas necessidades de sobrevivência e jornada de trabalho justa, por exemplo.
    Nesse sentido, deve ficar claro aos alunos que o fato de o trabalho ser voluntário não exclui a possibilidade de ser análogo à escravidão, já que o empregador deve oferecer condições dignas de trabalho.

    Fonte: Caderno do professor de Sociologia do Estado de São Paulo. 3ª série do Ensino Médio, vol. 4




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