Projeto de Pesquisa: Propaganda e Gênero

Proposta de projeto para ser realizado junto aos estudantes do Ensino Médio.

Pergunta de Partida:

Como as propagandas representam a construção de gênero da nossa sociedade e como elas reafirmam essa construção?

Objetivos:

Entender de que forma as propagandas de produtos em geral – presentes na televisão, revistas, outdoors, entre outras – representam a construção de gênero da nossa sociedade. Entender também de que forma elas contribuem para a reafirmação do conceito de gênero, tanto feminino quanto masculino.

Metodologia:

O principal método é o da observação. Através dele proponho identificar quais as características da construção de gênero apresentam-se nas propagandas e se perpetuam.

A proposta de fonte é inicialmente revistas, jornais, cartazes, outdoors, propagandas de televisão, que podem ser encontrados na internet.

Para chegar a uma conclusão será realizada a comparação entre as diversas propagandas buscando encontrar tanto padrões quanto diferenças, considerando também a que público se dirige cada propaganda.

Justificativa e relevância do tema:

Vivemos em uma sociedade marcada pela opressão ao gênero feminino. Essa opressão tem como base a construção do que é ser homem e do que é ser mulher, que chamamos de construção de gênero. No geral, os conceitos de gênero são tratados como sendo naturais, como afirmam Nalu Faria e Miriam Nobre “A naturalização dos papéis e das relações de gênero faz parte de uma ideologia que tenta fazer crer que esta realidade é fruto da biologia, de uma essência masculina e feminina, como se os homens e as mulheres já nascessem assim” (FARIA e MIRIAM, 1997, p.12). Dessa forma, ignora-se que o gênero está histórica e socialmente determinado.

Desde o momento em que nascemos recebemos educação diferenciada de acordo com nosso sexo biológico. Para brincar o menino recebe carrinho, a menina boneca. Até nossa postura, nossos gestos são moldados de acordo com o que é ser homem e o que é ser mulher. É comum ouvirmos falas como: “é feio sentar de pernas abertas” dirigida às meninas, enquanto que para os meninos é valorizado um jeito mais “largado”. Como afirmam as mesmas autoras citadas a cima: “Para a mulher, ainda é considerado mais adequado ser meiga, atenciosa, maternal, frágil, dengosa, e do homem, o que ainda se espera, é que tenha força, iniciativa, objetividade, racionalidade” (NALU e MIRIAM, 1997, p.11)

Outra característica atribuída às mulheres é a do instinto materno, como se a mulher tivesse como destino certo a maternidade e que só quando a conquista se sente uma mulher completa.

Diante do exposto a cima, de o gênero é uma construção, podemos nos questionar de que forma ocorre a perpetuação da ideia do que é ser homem e do que é ser mulher. Nesta pesquisa terei como foco como isso acontece através das propagandas de produtos em geral, tanto no fato de elas espelharem a construção de gênero como reafirmarem esse conceito.

A escolha de tal meio foi relizada tendo em vista que as propagandas atingem grande parte da população e têm como objetivo instigar nas pessoas a compra de produtos e para isso, se dirige a públicos específicos, como por exemplo, homens e mulheres.

 

Referências:

FARIA, Nalu e NOBRE, Miriam. Gênero e Desigualdade. São Paulo: SOF, 1997.

MURAT, Kelly. Corpo Feminino e Mídia. In: Fazendo Gênero 8: Corpo, violência e Poder. Florianópolis, 2008.

 


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  1. Ferreira

    Este post precisa de revisão.




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