Pedagogia da Autonomia (saberes necessários à prática educativa) – Paulo Freire

Resenha Pedagogia da Autonomia

O texto em anexo é uma resenha do livro Pedagogia da Autonomia, escrito por Paulo Freire em 1996. Foi feito para cumprir uma das avaliações da disciplina de estágio obrigatório 1, da Faculdade de Educação da Unicamp.

A resenha foi avaliada pela professora e pelo PED como satisfatória e inquietante, por isso julgo que seja válido expor para todos.

O livro faz parte de uma coleção de livros que o autor escreveu para mostrar a situação da escola brasileira, nos sentidos que vão desde a sala de aula até o governo educacional, e além disso, sugerir algumas possíveis soluções para os problemas encontrados nos âmbitos trabalhados pelo autor.

No livro em questão, Freire divide toda sua exposição em três capítulos, com nove subitens em cada um. Cada um desses divisões leva um nome que “exige” algo daquele que se dispõe a ensinar, como por exemplo, “Ensinar exige rigorosidade metódica”. Em cada uma dessas divisões há uma especificidade que o autor espera que os professorem tenham para que a prática docente seja de qualidade.

Para o âmbito educacional, penso que o livro tenha muito valor desde que lido com atenção e senso crítico. Naturalmente, essas condições devem ser atendidas para toda leitura, mas vale a lembrança nesse caso pois o livro é muito bem escrito no sentido de induzir os leitores a acreditarem e aceitarem cegamente o que lá está escrito.

Por fim, espero que seja válido para todos aqueles que estejam lidando com a educação, seja em qualquer esfera.

Fernando Coghi

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  1. paulovallis

    Olá, Fernando. É sempre muito interessante ler sobre a “pedagogia da autonomia” e a sala de aula. Para estimular uma reação sua, vou destacar dois pontos de debate que dialogam com temas indicados na sala de aula durante o semestre.
    O primeiro deles refere-se ao modo como Paulo Freire vê uma continuidade entre o ensinar e o aprender. Como você mesmo destaca em sua resenha, essa relação coloca o professor e o aluno em uma relação horizontal.
    O segundo ponto é a prerrogativa para o ensinar, o que me parece apoiada, para o autor, em uma escolha ideológica e no amor ao estudante.
    Veja bem, uma interpretação possível desse texto de Paulo Freire é de que sua proposta seja de uma “pedagogia da forma”. O que diferenciaria, assim, o professor do estudante não seriam os conhecimentos prévios, pois os conhecimentos seriam na verdade dados pela experiência do aluno, mas o que os diferenciaria seriam antes a responsabilidade do educador em ensinar uma maneira de relacionar-se com o mundo (“ler o mundo”) e com o “conhecer”, ou seja, o ato de conhecimento e de tornar-se sujeito de cognição e da história.
    Uma provocação pertinente, ao meu ver, diz respeito então ao lugar que Paulo Freire atribui à formação do professor, ela seria secundária para uma “pedagogia da forma”?
    Se isso se confirma, Paulo Freire pode aproximar-se do que a obra “O mestre ignorante”, de Jacques Rancière, propõe como pedagogia.
    Já me posicionando sobre a questão, julgo a pertinência da licenciatura não dissociar forma-conteúdo. E talvez até mesmo para isso seja possível uma interpretação freireana.
    Grande abraço.




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