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“Juventude e Escola na Contemporaneidade”

“Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.

O que elas amam são os pássaros em vôo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros.
O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”

Rubem Alves – 2004

A Educação, a Escola e a Cultura:

 Carlos Rodrigues Brandão em seu texto “O que é educação”, tenta responder sobre a função deste fato social. Para o autor “ninguém escapa a educação”(Brandão,1988).

A educação é a forma de passar as questões sociais e boa parte do conhecimento produzido pelos seres humanos, para as próximas gerações. E é dentro da escola que podemos encontrar um recinto onde se trabalha a ideia de educação. Podemos considera-la como um espaço físico e sociocultural(Dayrell, 1996). Ao longo dos anos esse espaço veio sofrendo várias metamorfoses. Como qualquer instituição sócio-cultural, ela não escapa das questões relacionadas cultura predominante em seu tempo.

Para o autor Pedro Paulo Funari ( Funari,2005), nós podemos considerar existentes dentro da escola, dois tipos de cultura, a material e a imaterial. Ambas formadas pelas práticas pedagógicas e a estrutura arquitetônica. Obras como  os prédios, são construídos  de forma Panóptica, as carteiras, a forma de agir, os uniformes, os professores, as aulas, os pátios cheios, as interações entre sujeitos. Todas essas características formam o que podemos chamar de uma cultura escolar.

A contemporaneidade:

“A finalidade da educação…é contestar o impacto das experiências do dia-a-dia, enfrentá-las e por fim desafiar as pressões que surgem do ambiente social. Mas será que a educação e os educadores estão à altura da tarefa? Serão eles capazes de resistir à pressão? Conseguirão evitar ser arregimentados pelas mesmas pressões que deveriam confrontar?” (Bauman, 2007.)

Segundo o autor polonês, a contemporaneidade possui uma característica diferente de seu passado, Bauman classifica esses dois períodos(passado e presente) como sólido e liquido.  Os líquidos mudam sua forma muito mais rápido do que os sólidos. Dessa maneira o atuor descreve nosso tempo, como um período de muitas mudanças, algumas um pouco mais duradouras, outras menos. No passado sólido, havia a necessidade de se categorizar, se regrar os grupos sociais. O que no presente é tarefa árdua, por se tratar de uma pós-modernidade fluída.( Bauman, 2001).

A invenção e a modernização dos meios de comunicação, principalmente no pós-guerra,  contribuiu para o fenômenos da globalização, facilitando o contato de indivíduos de diferentes culturas e países, diminuindo significativamente as distancias e quebrando o monopólio das fronteiras geográficas na questão da separação e comunicação das culturas e povos. Todo esse processo é chamado de globalização.

Nessa nova realidade as preocupações com a economia e o Estado se afrouxam deixando espaço para o aumento da preocupação com o corpo e as próprias sensações. O sujeito na contemporaneidade é individualizado por possuir poucas certezas de seu próprio futuro. (Bauman, 1999).

Portanto para o autor, vivemos em um momento de individualização e de mudanças rápidas em situações pouco duradouras.

A juventude não escapa dessa análise, está inserida em um determinado tempo e uma determinada cultura.

Juventude a Escola e a Contemporaneidade:

 Passamos pelo menos 12 anos de nossa vida dentro de alguma escola, geralmente dentro do  período caracterizado como “juventude” ,que segundo a ONU vai dos 14 aos 29anos. Esse período é o tempo viável para que o ser humano consiga aprender regras da vida do adulto, é todo um momento de preparação para a mesma(Erikson, 1976).

Dentro da escola é o local que o jovem têm mais contato com pessoas de sua idade. Portanto existem relações sociais e uma cultura exclusiva dos mesmos. Um dos grandes problemas da escola relacionada ao jovem de hoje em dia, se configura como um atraso da instituição em relação ao pensamento do sujeitos que ela abrange. Tais sujeitos que Bauman descreve como “individualizados”, uma juventude liquida.

Como remediar tal situação? Como diminuir um pouco o atraso em uma escola sólida com membros líquidos? Ou amenizar a tensão existente entre juventude e escola?

Algumas questões podem ser levantadas para esclarecer um pouco melhor essas indagações. A inserção das  tecnologias como celulares e tablets as quais os alunos carregam para dentro da escola, dão a eles a oportunidade de comunicação externa. Não é raro encontrar alunos logados em redes-sociais ou escutando músicas com os famosos fones de ouvido. A escola sofre com um grande problema em agregar novas tecnologias ao seu método de ensino. Muitos dos professores não se interessam ou acreditam não estar aptos a aprender a usar tecnologias dentro da sala de aula. O que causa ainda mais o impacto entre a velha escola e a nova juventude. Além dessas questões. A instituição foi perdendo com o tempo a monopolização parcial das fontes de informações. Hoje com o google em 2 segundos se tem mais informações do que toda a biblioteca e professores da escola reunidos. De certo, que informação não se configura como conhecimento. São processos distintos, porém os próprios alunos não possuem essa diferenciação clara.

A juventude e a escola atravessam um conflito entre gerações, entre estruturas. Uma é construída sobre a égide de tempos antigos, a outra se adapta muito rápido as mudanças de seu tempo. A contemporaneidade cada vez mais liquida, transforma a escola em algo fora de seu tempo. Apesar das diferentes políticas de reestruturação, as tentativas de debate e resolução dos problemas que a instituição têm com a juventude.

É plausível afirmar que as condições dessa relação “escola-juventude” exige um dialogo e algumas reestruturações para que possa existir a compreensão mútua entre os mesmos.

Conversando com alunos, a escola parece ser apenas um lugar para se fazer amigos e conviver com pessoas da mesma idade. Sendo que estar matriculado em alguma instituição é fator obrigatório na LDB. Muitos deles se sentem presos, em um local que diferente do mundo liquido em que vivem, sofre poucas alterações. Quando se pensa em escola, é a mesma imagem que se projeta sempre na cabeça das pessoas. A relação entre a juventude e a escola é causada por essa tensão entre velho e novo que se amplia diariamente conforme as mudanças vão acontecendo e a instituição vai se mantendo em mudanças mais lentas.

Conclusão:

A relação entre Escola, Juventude e Contemporaneidade segue portanto um caminho de tensão constante, entre a instituição, que por vezes possui a estrutura e a tradição de um tempo anacrônico ao que vive, os jovens alunos que perambulam por suas dependências.

Dentro de um período de mudanças rápidas e pouco duradouras. Enquanto os alunos realizam 5 atividades ao mesmo tempo na frente do computador, a escola ainda trabalha com lousa e giz. Enquanto o sujeito está cada dia mais individualizado, mergulhado em suas próprias emoções e percepções. A escola ainda leciona o conhecimento para salas de 30 alunos. A tensão não é marcada apenas pelo liquido e sólido. Ela sempre existiu, nem sempre a escola obteve total controle sobre a juventude. Porém, na contemporaneidade essa situação se agrava cada vez mais.
A escola é extremamente necessária para exercer a função de educar os indivíduos. Cabe aos governos e ao núcleo pensante das instituições educacionais, traçar estratégias e projetos para ao menos conter a continuidade e o aumento desse conflito entre juventude e escola.

Referências:

ALVES, Rubem. Gaiola ou Asas: A arte do voo ou a busca da alegria de aprender. Porto: Edições Asa, 2004

BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Trad. De Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2001

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Educação? Educações: aprender com o índio, in  O que é Educação? SP: Ed. Brasiliense, 1988.

DAYRELL, Juarez. A escola como espaço sócio-cultural. In: DAYRELL, Juarez (org.) Múltiplos olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1996.

ERIKSON, E. H. Identidade, Juventude e Crise. Rio de Janeiro: Zahar editores,1976.

FUNARI, Pedro Paulo e ZARANKIN, Andrés. Cultura Material Escolar: o papel da arquitetura. Pro-Posições – Revista Quadrimestral da  Faculdade de Educação – Unicamp – Campinas, SP. v.16, n.1 (46).jan./abr.2005

 

 

Joel Paviotti 093926 – Nonturno

Leciono aulas de sociologia em duas escolas estaduais pertencentes ao município de Monte Mor – Sp. Nas aulas de estágio supervisionado II, fiz um agradecimento e alguns comentários rápidos sobre algumas aulas que lecionei parar meus alunos nas últimas semanas. Os conteúdos foram relacionados a temática da “Violência”, tema referente à Proposta Curricular do Estado de São Paulo para os segundos anos do ensino médio, que abordam os seguintes subtemas:

O aluno em meio aos significados da violência 
no Brasil:

 1 -Violências simbólicas, físicas e psicológicas.
2 – Diferentes formas de violência: doméstica, sexual e na escola.
3 – Razões para a violência.

Procurando ler e me atualizar sobre tais conteúdos, encontrei algumas aulas preparadas pela:

Cintia C. Santos e Denis Gonçalves, os quais faço o devido agradecimento por proporcionarem através de suas ideias, um arcabouço eficiente para a realização dessa  experiência:

http://pibidsociologiaunicamp.wordpress.com/2013/04/16/aulas-sobre-violencia-simbolica/

A partir desse trabalho e mesclando alguns pontos levantados por temas que procurei nos livros didáticos e em textos de jornais, revistas de ciências sociais e as seguintes bibliografias:

CALDEIRA.Tereza Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo, Editora 34/Edusp, 2000

ZALUAR, Alba. A máquina e a revolta: as organizações populares e o significado da pobreza. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2000.

Pude concluir uma aula muito gratificante. E faço uma descrição para os leitores, que assim como eu, estão engajados na situação educacional do nosso país, e visam dar uma boa formação reflexiva para os alunos, principalmente na questão da violência tanto simbólica quanto física e psicológica.

As escolas, suas localidades e perfil dos alunos:

Trabalho em duas escolas, uma no centro e outra na periferia da cidade. Por mais que os alunos tenham a mesma idade, e problemas semelhantes de ordem social, há de se destacar as diferenças com o convivo em relação a violência e aos seus desdobramentos, incluindo a violência urbana e a criminalidade. Na periferia,  são mais latente as questões relacionadas ao crime e a relação com a violência diária, os alunos são sujeitos que observam e muitas vezes até mesmo agem,se impressionam e se fascinam com o crime e a violência.
Na unidade do centro, os alunos enfrentam uma realidade diferente, estão muito mais acostumados a ouvir falar sobre a violência na mídia e pelo censo comum vigente nos pensamentos e discursos da classe média(a escola possui uma grande parte dos alunos na faixa econômica em questão). Perfis tão diferentes e abordando o mesmo tema, de inicio da mesma forma.

Abordagens da Aula:

Realizei a divisão da matéria em 6 aulas:

  Conceito de Violência Simbólica

Ouvindo Experiência dos alunos, e analisamos revistas, charges e jornais, para identificar violências simbólicas no dia a dia.

  Reprodução da música do Racionais Mc’s – Um homem na Estrada. Reprodução de partes do filme Sequestro(Wolney Atalla – 2009) para discutir violência urbana e tensões no foco da desigualdade social e o poder da lei. Também foi reproduzido o filme “Noticias de uma Guerra Particular”(João Moreira Salles/Katia Lundi – 1999).

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Um Homem Na Estrada – Racionais MC’s

Exposição sobre Foucault – Vigiar e Punir e a sociedade vigiada e controlada, e o sensacionalismo da mídia. “Nessa aula foram exibidos trechos dos programas de José Luiz Datena e Marcelo Rezende. E comparamos Estatísticas da violência com a fala dos apresentadores. O momento da comparação, registro como um dos mais importantes dessa bateria de aulas. Pois a ideia que os apresentadores passaram com seu discurso, não eram condizentes com a realidade. Dessa forma, pudemos desmarcar juntos o sensacionalismo exacerbado contido nos programas televisivos. Principalmente na questão da criminalidade crescente entre os menores de idade.

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Com o desmascaramento dos apresentadores, surgiu a ideia de debater sobre a questão da redução da maioridade penal. Fizemos uma votação, perguntando quem era a favor ou contra a redução da maioridade penal. O resultado foi um racha equilibrado, 13 a 12 contra a redução. Vários argumentos foram levantados, então surgiu a ideia de organizar um debate, dividimos a sala em dois grupos, para que pudessem procurar os temas e montar argumentos pertinentes para defender suas posições. Fomos a sala de informática e formamos um grupo para organizar essas ideias. Sendo que nas outras aulas iriamos iniciar o evento.

Não é que a ideia deu super certo? Os alunos começaram a procurar noticias e informações e mudar de opinião, pedindo para mudar de grupo, pois haviam  mudado totalmente as suas ideias iniciais.

Posto Print Screen das discussões (pedi a devida autorização aos alunos, eles me disseram que podia postar normalmente, se algo ocorrer, retiro as imagens).

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5ª e 6ª – O trabalho em cima do debate foi gratificante. Selecionamos dois debatedores de cada grupo. Selecionamos 10 argumentos de cada proposta, cada grupo ganhou 3 minutos para expor cada argumento, e o outro grupo 2 minutos para rebate-lo. Dessa forma foram colocados os 10 argumentos de cada lado, e os grupos se reuniram novamente para rebate-los.

O DEBATE: 

O debate foi realizado em só uma das escolas, por motivos de tempo e outras condições, como falta de  tecnologia e espaço para trabalhar, tivemos que realizar apenas na escola do centro. Aqui estarão detalhados alguns argumentos usados no debate e suas configurações.Assim como o entusiasmo dos alunos que aparecem em algumas fotos do dia do evento. Todas com as devidas autorizações.

Grupo 1 – Argumentos

O grupo “contra a redução da maioridade penal” bateu na tecla do sistema carcerário brasileiro, dizendo que o mesmo era falho e que nossa justiça era completamente falida. Que não educávamos nossas crianças da maneira correta. Então não seria justo e nem honesto que a sociedade condenasse quem não teve oportunidade ainda de virar adulto com condições de viver fora da criminalidade.

Os alunos enxergaram o Estado como provedor do futuro da criança e do adolescente.

Trouxeram vários artigos do ECA.

Gráficos sobre crimes cometidos por menores de idade atenuando sua gravidade, e mostrando que são minorias.

Índice de reincidência nos presídios brasileiros.

E resultados da educação no Brasil (apresentaram um ranking que o país está em penúltimo lugar na qualidade de ensino).

A história da responsabilização do menor de idade, que vem desde a época do Vargas, confesso que desconhecia o processo. Trouxeram textos de pedagogos famosos, como Piaget.

Também trabalharam com um método comparativo de debate, trazendo o sistema educacional e prisional da Noruega e dos países Escandinavos, para mostrar como o sistema de lá é eficaz investindo na educação de presos e pessoas livres.

Grupo 2 – Argumentos

A favor da redução da maioridade penal, o grupo 2 apelou para o sensacionalismo tão trabalhado na mídia mostrando casos reais de menores que cometeram crimes considerados bárbaros pela opinião pública.

Trouxeram também uma estatística sobre crimes cometidos por menores de idade.

E um depoimento de um delegado, dizendo que facções criminosas aproveitam a flexibilidade da punição para menores de idade, para que os mesmos cometam crimes que dariam um bom tempo de pena para adultos e reincidentes.

Além de uma grande porcentagem de países desenvolvidos que adotam penas mais duras para criminosos que possuem menos de 18 anos.

Algumas teorias sobre juristas(pouco conhecidos pela academia). Olhares de alguns deputados, entre eles, Afanásio Jazadji e Conte Lopes(Ex Capitão da ROTA), além do depoimento de Carlos Massa(Ratinho, apresentador de TV).

Insistiram nas estatísticas de crimes cometidos por menores de idade, e ressaltaram que o crime é uma vida escolhida de forma individual, sem qualquer forma de coerção social. E que a escola pública gratuita está aí pra ser uma opção contra a vida criminosa(vida louca)

Ressuscitaram o caso  Liana Friedenbach e Felipe Caffé ocorrido em 2003:
Entenda o Caso

CONFIRA AS FOTOS: Fotos autorizadas pelos alunos, com concepção dos pais.

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O Resultado:

O resultado do debate ficou em aberto, o grupo de alunos da proposta contrária a redução da maioridade se saiu melhor, apresentaram dados mais concretos e convincentes, e um olhar mais crítico sobre a realidade. Mas o grupo 2 também trabalhou de forma a constituir argumentos válidos e convincentes usando o ponto de vista da punição como forma de educar e regenerar os infratores da lei.
No final, avaliei os alunos e atribuí 2 pontos na média de cada um deles.

Conclusão:

Por fim, ressalto que senti essa experiência como algo extremamente gratificante. Pude conferir as ideias dos meus alunos, e construir novas concepções de mundo com os mesmos. A partir do interesse sobre a questão do fenômeno da “violência”, o corpo discente se interessou pela pesquisa, buscando fontes e tentando entender melhor o mundo em que vivem e que existe uma desigualdade na questão educacional e no acesso aos bens culturais, como consumo, cultura, educação, família, lazer e perspectiva de vida.

Debatendo sobre meninas e meninos da mesma idade e talvez com os mesmos sonhos que eles. O problemas social da violência e do crime, incitou o pensamento sociológico dos alunos, que através do debate de ideias, e buscando contradições nos argumentos de seus debatedores, conseguiram pelo menos por uma hora e quarenta, exercitar seu pensamento crítico e suas competências para analisar a realidade de forma mais aprofunda e qualitativa.

Me sinto honrado e feliz por ter sido o mediador desse belo trabalho. Espero ter compartilhado da forma mais clara possível tal experiência, pois a sensação de ter planejado e executado a mesma, ninguém poderá senti-la mais.

Agradecimentos:

Gostaria de agradecer aos colegas Cíntia C. Santos, Paulo Vallis, Dennis Gonçalves, Professor Doutor Pedro Peixoto, meus alunos e aos meus colegas de sala que ajudaram a enriquecer o debate sobre as questões que circundam a escola e a vida dos alunos em geral.
Também quero deixar um parabéns todo especial aos professores, gestores, pensadores e colaboradores que tentam manter viva a escola pública, mesmo sendo tão sucateada pelos vários governos que passam por aí de quatro em quatro anos.

Joel Aparecido Paviotti Junior – 093926 – Turma B

Escolarizando o Mundo

Pessoal, em vista das discussões que tivemos nas últimas aulas, sobre o respeito ao outro,  sua cultura, e  os projetos educacionais, do que seria ideal ou não para um futuro. Me lembrei de um documentário que assisti há algum tempo:  Escolarizando o Mundo.
No filme, a diretora tenta mostrar como um projeto mercadológico de educação, onde se define perdedor e vencedor através do cargo profissional do futuro do educando, pode ajudar a afastar as novas gerações de sua própria cultura, religião e da preocupação com o futuro da terra.
Considero o documentário bem interessante pra entender como os estudantes de diversas partes do mundo, principalmente na Índia, reagem em meio a esse projeto econômico de educação. O qual o futuro profissional é o fundamental a ser ensinado.

Acho válido o documentário, para que possamos refletir um pouco mais sobre os rumos que a educação no mundo capitalista está tomando. E seu impacto sobre as diferentes culturas e a conservação do planeta.

Trailer:

Filme:

(EUA, Índia, 2010, 65 min. – Direção: Carol Black)

Abraços! Joel Paviotti 093926 – Turma B